A Assembleia Legislativa enfrenta um dia de pressão intensa nesta terça-feira (17), com educadores/as e servidores/as públicos/as mobilizados/as em defesa de dois projetos de grande impacto para o funcionalismo estadual. Para conter o avanço dos/as manifestantes, a Casa montou um forte aparato policial e restringiu o acesso às galerias, mas, ainda assim, servidores/as conseguiram ocupar o plenário e marcar presença durante a sessão.
Entre as propostas em discussão, o primeiro projeto trata da recomposição salarial dos servidores públicos, uma das pautas mais urgentes para a categoria. O Projeto de Lei Complementar (PLP) prevê reajustes salariais a partir de abril de 2025 e a implementação de novas tabelas salariais em janeiro de 2026. Além do reajuste, o texto propõe critérios para promoções por qualificação, assegurando mais justiça e valorização na progressão profissional dos servidores.

Por outro lado, a viabilidade financeira da recomposição salarial está diretamente ligada à aprovação do segundo projeto, que propõe elevar a alíquota do ICMS de 18% para 20%. A medida é vista como fundamental pelo governo para garantir recursos necessários ao cumprimento dos reajustes.
A mobilização dos educadores reflete a urgência das demandas e a insatisfação com o cenário atual. Representantes da categoria prometem intensificar a pressão caso as propostas não avancem no Legislativo.